Não sou nenhuma conhecedora de mercados e políticas macro-económicas mas acho que a ajuda financeira à Grécia está para acabar. Só estão a aguentar até os bancos europeus que estão expostos à dívida grega conseguirem fazer as provisões e montarem as estratégias de contingência necessárias para se prevenirem face ao (esperado) haircut grego. E os prejuízos dos bancos em 2011 mostram que isso já se está a sentir...

11 comentários:
Eu gosto muito da Grécia, adoraria visitar e perder-me por lá, mas há limites para a ajuda, infelizmente eles estão a afundar os mercados europeus.
O maior problema é que se não os ajudar-mos o que será deles?
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Blue Star, esse é que é o perigo... é que um país que atravesse uma situação destas sujeita-se mesmo a passar fome! A partir do momento em que assume que não pagará a dívida, não há mais empréstimos, nem para importar comida ou combustíveis!
a situação da Grécia vai ter consequências em muitos países :/
Vai de mal a pior...
Mas se a Grécia cair... será muito mau para toda a Europa :/
Sem dúvida... aliás, vê-se como até os "maiores" já tremem... esperemos que tudo se resolva...
Sininho Nova York??? :O Mas que sonho!!!! Nunca pensei que esses estágios fossem tão bons,,,
eles não precisam de ajuda..têm uma cultura rica e entre outras coisas...alem disso moram pessoas incrivelmente ricas que podiam "pagar" as dividas. Aquilo esta a ser gerido como um jogo de monopólio.
Analisando a história diria que estamos em clima pré guerra. Pode parecer um pouco exagerado, mas historicamente estas situações acontecem ciclicamente e acabaram sempre da mesma forma: conflito armado. Na prática o que está a acontecer é que existe um poder que não o estado (financeiro), a sobrepor-se a esse mesmo estado, ou seja, os estados estão subjugados a outras entidades, neste caso dependentes financeiramente. Acontece ciclicamente: aconteceu com os cavaleiros Templários e o estado Francês na idade média, aconteceu na Alemanha na década de 20, 30 do século passado em que a comunidade judaica a dada altura se tornou banqueira do estado alemão que ficou dependente destes. O final da história é sempre o mesmo: sempre que entidades terceiras se sobrepõem ao poder do estado e com isso subjugam esse mesmo estado, acaba com o estado a repor o poder pelo argumento mais forte, ou seja, pela força.
PS: devido à tensão que tem havido nas ulimas decadas entre o estado Grego e o estado Turco (i.e. Chipre), a Grécia tem neste momento o maior exército operacional da Europa... Brinquem brinquem...
Está a ficar mesmo muito complicado por lá, só espero que resolvam sem teres de chegar à banca rota, é que caso isso aconteça, vamos nós atrás.
Caro Sérgio, quero acreditar que haverá outras formas de resolver estes problemas sem um confronto armado alargado, mas concordo com os argumentos!
A verdade é que, no caso do pior acontecer com a Grécia (leia-se o incumprimento e saída da zona Euro), será no mínimo uma década sem conseguir financiar-se nos mercados (à semelhança do que em tempos aconteceu com a Argentina) e uma época de fome e descontrolo social... acredito que a violência e instabilidade contagiem outros países, mas espero que a União Europeia e as entidades financeiras sejam capazes de prever a controlar os efeitos colaterais da melhor maneira.
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